Edição 2 (Dezembro, 2025):
Engenheiro silvicultor Ernesto da Silva Reis Goes e sua família de silvicultores (Portugal)
Em três partes, cada qual com um endereço de web e endereçamentos ao final para integração delas, facilitando acessos
Vida e Obra de Ernesto da Silva Reis Goes
... e sua família de silvicultores
Parte II: Os familiares silvicultores de Ernesto Goes
Como mencionado em outras partes desse relato histórico sobre o engenheiro silvicultor Ernesto Goes, alguns de seus familiares sucessores diretos também se dedicaram às ciências e tecnologias das plantações florestais e à silvicultura, através de estudos em grau superior em instituições de ensino de Portugal. Foram eles: o filho e engenheiro silvicultor Armando Reis Goes; o outro filho Francisco Ernesto que se graduou como engenheiro técnico florestal e o neto Francisco, também engenheiro florestal, com diversos artigos publicados sobre florestas plantadas. Enfim, o exemplo profissional de Ernesto Goes se propagou e frutificou com sucessos.
Sobre Armando Reis Goes
Armando é um dos 4 filhos do engenheiro Ernesto da Silva Reis Goes, e foi um dos que seguiu a profissão paterna com bastante sucesso, também. Armando se formou pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, em 1977, graduando-se como engenheiro silvicultor. Ele tem tido uma carreira bastante versátil e dinâmica, atuando por diversos anos como consultor da Portucel/Navigator e atualmente atua também como consultor em negócios internacionais envolvendo florestas e madeiras. Dentre os países onde tem tido destacada participação nessas consultorias de negócios também se inclui o Brasil. Além dos temas técnicos, Armando mantém suas fortalezas em áreas de mercados e na política florestal. Por essa razão, ele se mostrou qualificado para atuar com sucesso e por diversos anos como diretor geral da Celpa – Associação da Indústria Papeleira Portuguesa (atualmente Biond – Forest Fibers from Portugal, com acesso em https://www.biond.pt/)
Historicamente, Armando iniciou sua atividade profissional (1977-1979) no Fundo de Fomento Florestal (Ministério da Agricultura), onde desenvolveu um trabalho de integração com as empresas de celulose de papel, nos vários domínios florestais, desde a silvicultura de plantações, colheita, utilização e manufatura de produtos florestais e gestão desses domínios setoriais.
Trabalhou, também nas seguintes empresas: Portucel Florestal – Empresa de Desenvolvimento Agro Florestal, como responsável pela Região Sul (60.000 hectares) (1984-1991) e diretor de produção (160.000 hectares) (1992-2000); na Portucel Empresa Produtora de Pasta de Papel, como assessor da administração (2000-2004); na Enerforest-Empresa de Biomassa para Energia (abastecimento de biomassa ao Grupo Portucel), como diretor de produção (2005-2007).
Armando sempre manteve contatos relevantes no setor florestal internacional, com destaque para a participação nos programas de importação e exportação de madeira/fibras e análise de projetos florestais em Portugal e exterior. Nessas temáticas, trabalhou para a Portucel Florestal na análise de implementação de culturas florestais em parceria com a indústria de celulose norte-americana (1996-1998). Teve ainda uma participação importante no programa de coleta de sementes melhoradas do Eucalyptus globulus (programa de melhoramento genético internacional), em parceria com os Serviços Florestais Australianos.
Além disso e talvez em função de suas habilidades de negociação, idiomas e conhecimento do setor em Portugal e globalmente, Armando Goes foi diretor-geral da Celpa (Associação da Indústria Papeleira Portuguesa, atualmente denominada de Biond, Forest Fibers from Portugal) entre 2008-2016. Nesse período foi representante da Celpa no Centro de Biomassa e Energia, bem como atuou, representando a Celpa, como membro do grupo diretor da Cepi - Confederation of European Paper Industries, assim como seu representante no ICFPA - International Council of Forest Paper Association.
Uma de suas principais conquistas no desempenho como diretor da Celpa foi o extenso trabalho em benefício da certificação florestal das empresas florestais e de seus produtos em Portugal. Isso pode ser observado em dois desses relatórios do Conselho de Gestão Florestal do PEFC/Portugal, com seu programa de certificação liderado por Armando através da Celpa, durante alguns anos.
Relatório de atividades do CFFP/PEFC Portugal. A renovar as bases da certificação. A cuidar da floresta. CFFP – Portugal / PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification. 16 pp. (2013)
https://cdn.pefc.org/pefc.pt/media/2020-03/7399517c-04d6-4215-b4c1-0596a013b623/b8e4fd9f-7a85-5a96-bacb-5ea38d43d566.pdf (em Português)
Relatório de atividades do CFFP/PEFC Portugal. A cuidar da floresta. CFFP – Portugal / PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification. 20 pp. (2014)
https://cdn.pefc.org/pefc.pt/media/2020-03/666c6f7d-8de1-42a0-bc7e-c2ae15933d51/bdb064a9-5728-5d11-ade1-7f01c50321bf.pdf (em Português)
Armando tem muito orgulho dessa sua fase profissional na Celpa, quando interagiu com pessoas importantes e competentes do setor global de base florestal e de celulose e papel, na busca de soluções sustentáveis para as dificuldades enfrentadas pelo setor na época. Ele tem o maior orgulho de ter sido reconhecido pela Ibá – Indústria Brasileira de Árvores (em mensagem da presidente, Sra. Elizabeth de Carvalhaes) por seu desempenho como diretor geral na Celpa. Algo que lhe trouxe um enorme sentimento de orgulho e de dever cumprido com sucesso.
A partir de 2015, Armando Goes, em parceria com renomados professores da Universidade Técnica de Lisboa, Dr. António Alberto Monteiro Alves e Dra. Maria Helena Almeida, produziram o livro “Plantações Florestais”, lançado pela ISA Press em 2018. A obra se tornou uma espécie de referência, não apenas dentro do setor florestal, mas também para a transferência de conhecimentos e informações com credibilidade a pessoas interessadas da sociedade, que pudessem assim conhecer mais sobre essa atividade.
Fomos autorizados pela Dra. Maria Helena e pelo amigo Armando Goes para disponibilizar o livro no formato digital na web, lamentando infelizmente a impossibilidade de termos essa divulgação também de conhecimento do professor emérito da Universidade Técnica de Lisboa, o sempre saudoso professor António Alberto Monteiro Alves, em função de seu falecimento em dezembro de 2015. Assim sendo, estamos a seguir lhes oferecendo a versão digital do livro para acesso público gratuito por todos que vierem a se interessar pela leitura e/ou downloadings para guarda dessa obra em seus computadores.
Muito obrigado aos autores pela possibilidade de ter o livro no formato digital disponibilizado para ser compartilhado com a sociedade global.

Livro: Plantações Florestais. António Monteiro Alves; Maria Helena Almeida; Armando Goes. ISA Press – Instituto Superior de Agronomia. 312 pp. (2018)
https://www.eucalyptus.com.br/artigos/2018_PlantazoesFlorestais-Alves-Almeida-Goes.pdf (Arquivo digital do livro – em Português)
e
https://www.isa.ulisboa.pt/vida-no-isa/destaques/eventos-internos/20181128-apresentacao-do-livro-plantacoes-florestais (Lançamento do livro em dezembro 2018 – em Português)
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https://www.isa.ulisboa.pt/files/events/pub/Notas-Biograficas_AJS-15Novembro.pdf (Notas biográficas acerca dos 3 autores do livro – em Português)
e
https://www.eucalyptus.com.br/artigos/CV-Armando-Goes.pdf (Currículo Armando Goes - em Português)
e
https://orcid.org/0000-0003-4223-3614 (Sobre a professora Maria Helena Almeida no website científico Orcid – em Inglês)
e
https://www.isa.ulisboa.pt/files/id/aamalves/Antonio_Monteiro_Alves.pdf (Sobre o professor António Alberto Monteiro Alves por informativo do ISA – Instituto Superior de Agronomia – em Português)
Sobre Francisco Goes
Francisco Goes, neto de Ernesto Goes é engenheiro silvicultor formado pelo ISA – Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Fez seu mestrado na Universidade Católica Portuguesa e, da mesma maneira que o tio Armando, trabalhou durante alguns anos na Celpa – Associação da Indústria Papeleira Portuguesa.
Como referência de suas produções técnicas, trago a seguir alguns de seus artigos publicados:
Adaptação das florestas às alterações climáticas. Francisco Goes fez parte do grupo de redação, representando a Celpa. Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. 122 pp. (2010)
https://www.icnf.pt/api/file/doc/bf78496d0ba6c276 (em Português)
A Celpa e as florestas plantadas. Francisco Goes. Revista Folha Informativa Info@Tecnicelpa n° 41: 53 – 57. (2014)
https://eucalyptus.com.br/artigos/2014_Celpa-Florestas-Francisco-Goes.pdf (em Português)
A cultura do eucalipto e as boas práticas florestais da indústria papeleira. Francisco Goes; Luis Leal. Revista Folha Informativa Info@Tecnicelpa n° 51: 32 - 34. (2017)
https://eucalyptus.com.br/artigos/2017_Florestas-Plantadas-Boas-Praticas-Francisco-Goes.pdf (em Português)
Sobre Francisco Ernesto Goes
Francisco Ernesto, outro dos filhos de Ernesto da Silva Reis Goes, já falecido, foi engenheiro técnico florestal formado pela Universidade Técnica Agrária de Santarém, Portugal. Desempenhou, inclusive, funções profissionais na Soporcel (atual Navigator). Era tecnicamente admirado por ser um excelente avaliador de povoamentos florestais, estimando com suas técnicas e habilidades, os volumes com enorme precisão.
Essa possibilidade para se conhecer mais sobre a vida florestal de familiares diretos do engenheiro silvicultor Ernesto da Silva Reis Goes se tornou possível graças à parceria voluntária e profícua entre o professor Celso Foelkel, o engenheiro silvicultor Armando Reis Goes e a professora Maria Helena Almeida (ISA – Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa).
